Quarta-feira, 25 Fevereiro 2026

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Samira Vera-Cruz é júri do Prémio Adiaha

Samira Vera-Cruz é uma das três mulheres que compõem o júri do Prémio Adiaha para Melhor Documentário de uma Mulher Africana, junto com Rumbi Katedza (Zimbabué) e Paula Essam (Alemanha/Camarões). A distinção criada há 9 anos pela Fundação Ladima, da Nigéria, é hoje um dos mais importantes prémios do cinema documental africano.

“Muito grata por ser membro do júri do Prémio Adiaha para Melhor Documentário de uma Mulher Africana, rodeada de colegas jurados tão inspiradores e brilhantes”, escreveu a realizadora cabo-verdiana na sua página no Facebook após receber a notícia da organização do certame.

O nome “Adiaha”, que significa “primeira filha” na língua ibibio (Nigéria), simbolizando liderança e protagonismo feminino, foi dado, em 2017, ao Prémio pela Fundação Ladima para reconhecer e incentivar mulheres africanas a contar as suas histórias através do documentário.

O Prémio, que foi lançado em 2017 no Zanzibar International Film Festival e durante vários anos foi atribuído no Encounters South African International Documentary Film Festival, mais recentemente passou a funcionar também como competição online internacional.

Além de promover a visibilidade das mulheres africanas no cinema documental a fim de também criar oportunidades internacionais de exibição e reconhecimento, o Prémio Adiha busca corrigir desigualdades de género no cinema, apoiando a carreira das vencedoras.

Ao Prémio podem concorrer apenas mulheres cineastas africanas que vivem ou trabalham em África, apresentando a concurso documentários recentes e produzidos no continente, com direção e produção também assinada por mulheres.

As candidaturas para a edição deste ainda estão abertas. Data limite: 10 de março. A vencedora normalmente recebe cerca de dois mil dólares em prémio monetário, além de oportunidades de exibição do seu filme em festivais parceiros internacionais.

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