Visivelmente nervosa no início, a artista reconheceu a responsabilidade de abrir a noite, mas destacou a energia vinda da plateia. “No princípio estava um bocado nervosa, era uma grande responsabilidade abrir para um público que aprecia jazz”, afirmou.
Ao longo da atuação, Ceuzany foi ganhando confiança e sublinhou a forte ligação criada com o público. “O público recebeu-me com muita energia, isso ajudou-me a crescer no palco e a sentir-me mais à vontade”, disse.
A cantora mostrou-se ainda surpreendida com a adesão. “Não estava à espera de ver tanta gente. Fiquei muito contente com essa receção calorosa”, acrescentou.
Durante o concerto, apresentou temas do seu mais recente trabalho discográfico, abordando questões sociais como a violência doméstica. “Quis trazer músicas que as pessoas pudessem sentir e reconhecer, transmitir mensagens importantes e dar força, sobretudo às mulheres”, explicou.
Ceuzany aproveitou também para destacar a importância do momento na sua carreira. “É um privilégio estar aqui. É uma experiência muito bonita e que vou guardar para sempre”, sublinhou, acrescentando que continua a evoluir artisticamente. “Estamos sempre a aprender, a crescer e a melhorar a nossa forma de estar no palco”.
A noite prosseguiu com atuações de Alfredo Rodríguez, Margareth Menezes e terminou com o grupo congolês Les Quatre Étoiles, reforçando a diversidade musical do festival.
O evento, que arrancou com homenagem ao Zeca di Nha Reinalda, termina hoje, 11 de Abril, com actuações de Fattú Djakité, Brooklyn Funk Essentials, Ismaël Lô e Saad Tiouly.