Sexta-feira, 13 Fevereiro 2026

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Governo lança cinco prémios literários anuais

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas anunciou a criação e reestruturação de prémios literários que passam a totalizar seis distinções anuais dedicadas à promoção da literatura cabo-verdiana. O anúncio foi feito pelo ministro Augusto Veiga, que destacou a iniciativa como parte de uma estratégia para valorizar o património escrito-literário nacional e incentivar a produção de obras inéditas.

Em conferência de imprensa, Augusto Veiga afirmou que “a atribuição destes prémios literários contribuirá para a valorização e enriquecimento do património escrito-literário cabo-verdiano, bem como para exaltar a nossa literatura e os nossos escritores e poetas”, sublinhando que o objetivo é também “promover a divulgação da cultura nacional, estimular a criação literária, fomentar o gosto pela leitura e revelar novos talentos”.

Entre as novidades estão o Prémio Literário Baltasar Lopes, destinado ao romance e com um valor de 500 mil escudos; o Prémio Literário Eugénio Tavares, na categoria de conto, no valor de 400 mil escudos; e o Prémio Literário Jorge Barbosa, dedicado à poesia, igualmente no valor de 400 mil escudos. Os prémios evocam figuras incontornáveis da literatura nacional como Baltasar Lopes, Eugénio Tavares e Jorge Barbosa.

Serão também retomados o Prémio de Literatura Infantil-Juvenil Orlanda Amarílis, no valor de 200 mil escudos, e o Prémio Literário Mário Fonseca, agora reformulado para apoiar exclusivamente a edição de uma obra inédita apresentada por uma editora nacional. O prémio Orlanda Amarílis homenageia a escritora Orlanda Amarílis, enquanto o Mário Fonseca deixa de distinguir o “Livro do Ano” para reforçar diretamente o sector editorial.

Todos os prémios incluem a edição da obra vencedora e componente pecuniária, com exceção do Mário Fonseca, que contempla apenas a publicação. Podem concorrer cidadãos cabo-verdianos residentes no país e na diáspora, bem como estrangeiros residentes em Cabo Verde, maiores de 18 anos, sendo que ao prémio Mário Fonseca apenas se podem candidatar editoras nacionais.

Os três novos prémios contam com o patrocínio da Cabo Verde Telecom, enquanto os dois prémios retomados têm parceria com a Academia Cabo-Verdiana de Letras. O ministro adiantou ainda a existência do Prémio Manuel Lopes, em parceria com a Casa da Moeda e Imprensa Nacional, que já vai na terceira edição, permitindo que Cabo Verde passe a contar com seis prémios literários anuais.

 

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