O anúncio foi feito esta terça-feira, 27, pela organização da iniciativa, promovida pela Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique (AAMCM), com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
Segundo a organização, a muralista e pintora cabo-verdiana integra o grupo de cinco criadores selecionados, ao lado dos moçambicanos Mário Cumbana, Thandi Pinto e Délfio Muholove, e da artista angolana-alemã Maresa Nzinga Pinto. O projeto desafia os participantes a reinterpretar arquivos audiovisuais históricos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
A residência recebeu 37 candidaturas, das quais 34 foram consideradas válidas, tendo o júri selecionado Gildoca para uma das duas vagas destinadas a artistas fora de Moçambique, com base em critérios como originalidade, impacto, capacidade de produção e viabilidade técnica.
A residência artística decorrerá em formato híbrido, com tutoria à distância a partir de fevereiro e um período presencial intensivo em Maputo, entre 30 de março e 10 de abril. Os artistas internacionais beneficiam de apoio financeiro, incluindo bolsa de criação, materiais, direitos de arquivo, viagem e alojamento.
Natural de São Vicente, Gildoca, de 31 anos, tem vindo a afirmar-se no panorama artístico internacional com uma prática centrada na representação da mulher negra, da ancestralidade e da memória coletiva cabo-verdiana.
O seu percurso inclui a participação na 15.ª Bienal de Dakar (2024), a criação de murais de grande escala em Portugal e a exposição individual “Memórias e Sentimentos”, apresentada em São Vicente e na cidade da Praia.