Com uma proposta assente na fusão de sonoridades da diáspora africana, o grupo apresentou um espetáculo que cruzou géneros como funaná, semba, kuduro e afrohouse, numa viagem sonora contemporânea que celebra identidade, memória e inovação.
Em declarações à imprensa, à margem do evento, os Fidju Kitxora consideraram a estreia no palco do AME como uma experiência “inacreditável”, destacando a emoção de atuar em Cabo Verde. “Foi uma experiência muito bonita, especialmente por podermos celebrar a terra da mãe. Vai ficar para sempre na memória”, referiram.
O coletivo, que se apresenta como um projeto em trânsito entre Lisboa e Cabo Verde, sublinhou ainda que a atuação foi pensada para criar identificação com o público, privilegiando ritmos e sonoridades familiares. “Como estamos na diáspora, há sempre uma expectativa. Escolhemos músicas que o público pudesse sentir e reconhecer”, explicaram.
O repertório incluiu temas do álbum de estreia Racodja (2024), um trabalho que reflete as vivências da diáspora e a ligação cultural entre diferentes geografias, através de uma abordagem musical experimental e envolvente.
No palco, a combinação de guitarra, batidas eletrónicas e camadas sonoras diversas resultou num espetáculo electrizante, onde tradição e modernidade se fundiram, criando uma experiência imersiva e cativante.
O encerramento do AME 2026 ficou ainda marcado por atuações de Princezito e Patche Di Rima, numa noite que evidenciou a diversidade cultural africana e a forte ligação entre artistas e público.
Com mais uma edição concluída, o Atlantic Music Expo reafirma-se como um importante ponto de encontro da indústria musical global, promovendo a circulação de projetos e dando visibilidade a novas sonoridades.