Domingo, 12 Abril 2026

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Fattú Djakité em destaque no KJF 2026 ─ “Sempre sonhei com este palco”

“Sempre sonhei com este palco”. Foi assim que a cantora Fattú Djakité descreveu a sua participação no último dia do Kriol Jazz Festival 2026, que decorreu a 11 de Abril, na Praia, onde protagonizou uma atuação marcada por energia, interação e forte ligação com o público.

No final do espetáculo, a artista mostrou-se visivelmente emocionada, destacando o significado do momento. “Ainda não tenho palavras para descrever este momento… o que eu sinto mesmo é gratidão. A palavra certa é gratidão”, afirmou.

Fattú revelou que subir ao palco do Kriol Jazz era um sonho antigo e sublinhou a importância da experiência. “Antes de subir ao palco, eu estava a agradecer… hoje estou num palco tão grande que eu sempre sonhei. E ao descer, só pude dizer: obrigada, porque correu tudo bem”, disse.

O concerto foi marcado por uma forte interação com o público, incluindo momentos em que a cantora desceu do palco para sentir mais de perto a energia da plateia. “Eu estava só a pensar a que horas ia descer para sentir o calor do público. Foi um ‘win-win’: o público ganhou e eu também”, destacou.

A artista explicou ainda que encara o palco como um espaço de partilha e celebração. “Para mim, o momento mais stressante são os ensaios. No palco, eu quero é divertir, e consegui. Vi que o público também se divertiu, então já está tudo ganho”, afirmou.

Durante a atuação, Fattú Djakité apresentou temas com forte conteúdo social, como a música “Bajodja”, que aborda o casamento forçado infantil. “É uma música que, além de entreter, faz refletir”, sublinhou.

Outro momento especial foi a presença dos seus filhos em palco, reforçando a dimensão familiar do seu percurso artístico. “Os meus filhos sempre me acompanham. A música faz parte da nossa vida, tudo flui naturalmente”, explicou.

A cantora destacou ainda o papel do festival na projeção dos artistas nacionais. “O Kriol Jazz é o maior festival de Cabo Verde. Estar neste palco é um passo importante e ajuda-nos a pensar mais além, a nível internacional”, afirmou.

A noite contou também com atuações de Brooklyn Funk Essentials, Ismaël Lô e Saad Tiouly, que encerrou o festival.

A edição deste ano, orçada em cerca de 23 mil contos, homenageou o cantor Zeca di Nha Reinalda pelos seus 50 anos de carreira, reafirmando o Kriol Jazz Festival como um dos principais palcos de celebração da música e da diversidade cultural em Cabo Verde.

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