Ex-jogador dos Boston Celtics assistiu à partida e fez fotos com Bubista e Vitocas
A presença da lenda norte-americana — que passou precisamente pela Universidade de Connecticut (UConn) no início da sua carreira — não passou despercebida. No final do encontro, Ray Allen procurou os bastidores e não perdeu a oportunidade de se aproximar da comitiva cabo-verdiana.
O momento não deixou de ter um simbolismo especial: dois desportos, dois mundos, uma mesma identidade cabo-verdiana a cruzarem-se num estado onde a diáspora das ilhas tem raízes profundas.
O encontro com Ray Allen ficará, certamente, na memória de todos os presentes — mais um capítulo numa história que Cabo Verde está a escrever com orgulho, golo a golo. O campeão olímpico e bicampeão da NBA posou para fotografias com o selecionador Pedro “Bubista” Brito, que conduziu Cabo Verde à sua histórica primeira participação num Mundial de Futebol, e com Vitoca, antigo internacional cabo-verdiano e uma das figuras mais emblemáticas do desporto do arquipélago, medalha de bronze no Afrobasket 2007, e atualmente repórter desportivo da Televisão de Cabo Verdel
O Connecticut alberga uma das mais expressivas comunidades cabo-verdianas nos Estados Unidos, e o ambiente nas bancadas refletiu isso mesmo — bandeiras de Cabo Verde por todo o lado, música crioula e uma festa que começou antes do apito inicial. Em campo, os Tubarões Azuis corresponderam ao entusiasmo dos seus adeptos. A seleção orientada por Bubista entrou em campo já em solo norte-americano, onde se encontra instalada desde terça-feira. Willy Semedo abriu o marcador aos 33 minutos, Garry Rodrigues ampliou aos 49, e Nuno da Costa fechou a vitória já nos descontos, aos 90+1.
Um resultado que confirma a excelente forma da equipa depois de, dias antes, ter igualmente vencido a Sérvia por 3-0, em Lisboa. Ray Allen, que cresceu desportivamente na região, terá ficado impressionado com a qualidade apresentada pelos jogadores cabo-verdianos e com a energia contagiante dos seus adeptos. A fotografia com Bubista e Vitoca tornou-se rapidamente viral nas redes sociais da diáspora, símbolo de um país pequeno que, em junho de 2026, se prepara para jogar no maior palco do futebol mundial.
A terceira parte do estágio rumo ao Mundial começa na cidade portuária da Baía de Tampa, onde os Tubarões Azuis ficam instalados. A estreia é a 15 de junho, frente à Espanha, em Atlanta. Depois segue-se o Uruguai, a 21 de junho, em Miami, e a Arábia Saudita, a 26 de junho, em Houston.