
Os atletas Djaty Miranda, do Fogo, e Milly Brito, de São Nicolau, ambos da Emicela Team Cabo Verde, sagraram-se os grandes vencedores da edição especial dos 35 anos da Corrida da Liberdade, na distância sénior de 13 quilómetros.
Na categoria feminina, Djaty Miranda superou uma concorrência forte e demonstrou uma notável evolução. “Estou muito feliz. É a segunda vez que participo. No ano passado fiquei em quinto, este ano alcançámos o primeiro lugar”, declarou a atleta, dedicando o triunfo a si mesma e aos colegas de equipa. O segundo e terceiro lugares foram para Liliana Medina (Domus Nostra, Santo Antão) e Edena Lima, que receberam 160 mil e 100 mil escudos, respectivamente. Medina, que competiu com limitações físicas, destacou o apoio da equipa e do treinador.
No masculino, a vitória teve um sabor especial para Milly Brito, que há vários anos ambicionava este título. “É uma sensação indescritível. Conseguir vencer esta prova tradicional em Cabo Verde, após títulos no estrangeiro, deixa-me extremamente realizado”, afirmou, dedicando o prémio à sua família. O pódio completou-se com Ivan Fortes (Domus Nostra), em segundo, que já visava a recuperação para a próxima meta, e Bruce dos Santos (Emicela, São Vicente), em terceiro, que realçou a dureza da prova contra os melhores nacionais.
Promovida pelo Governo, através do Instituto do Desporto e da Juventude, a Corrida da Liberdade transcendeu o âmbito puramente desportivo. A prova, que incluiu também categorias de veteranos, paralímpicos, jovens e uma caminhada, mobilizou uma expressiva moldura humana na capital, reforçando o desporto como um espaço de participação cívica. A presença dos Ministros da Juventude e Desporto, Carlos Monteiro, da Saúde, Rui Figueiredo, e da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, sublinhou a importância do evento.
A iniciativa serviu como um símbolo vivo da liberdade e democracia conquistadas pelo povo cabo-verdiano há 35 anos, reafirmando que estes valores se constroem e fortalecem diariamente através da união e do compromisso coletivo. A Corrida da Liberdade confirmou, assim, o seu lugar como um dos eventos mais competitivos e simbolicamente relevantes do calendário nacional.












































