No final do encontro, a selecionadora nacional, Nita, desvalorizou o resultado, sublinhando que o principal objectivo do amigável era observar todas as jogadoras convocadas e identificar aspectos a melhorar antes do início do torneio.
Segundo a técnica, citada pela página oficial da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), a equipa foi dividida em três formações distintas ao longo da partida, permitindo distribuir minutos por todas as atletas e avaliar o desempenho individual e colectivo.
“Hoje o objectivo era dar oportunidade a todas as jogadoras, porque este era um jogo de preparação. O resultado não era o mais importante. O mais importante era perceber onde estamos, corrigir os erros e preparar melhor a equipa para aquilo que vamos encontrar no CAN”, afirmou.
Nita reconheceu a qualidade da selecção marroquina, uma das mais fortes do continente, considerando que o elevado nível de exigência do adversário representa um bom indicador da intensidade que Cabo Verde encontrará na fase final da competição. Apesar da derrota expressiva, a selecionadora garantiu que continua a acreditar no potencial do grupo e mostrou-se confiante de que a equipa chegará preparada para enfrentar os desafios do Campeonato Africano das Nações.
A técnica admitiu que o resultado provocou algum desalento no balneário, mas assegurou que o grupo permanece unido, motivado e concentrado na preparação para a estreia na prova.
Cabo Verde fará a sua primeira participação de sempre na fase final do CAN Feminino no próximo dia 29 de Julho, frente ao Gana. A selecção nacional integra ainda um grupo composto por Mali e Camarões, adversários que enfrentará nos dias 2 e 6 de Agosto, respectivamente, em jogos marcados para a cidade marroquina de Casablanca.
O amigável diante da anfitriã Marrocos encerra a fase de preparação das “Tubaroas Azuis”, que procuram agora transformar as lições retiradas deste teste numa prestação competitiva na maior prova do futebol feminino africano.