As “Leoas Indomáveis” dominaram a final desde o início e construíram a conquista histórica ainda na primeira parte, com uma exibição de grande superioridade técnica e física.
Marie-Gisèle Ngah Manga abriu o marcador aos 20 minutos, através de um cabeceamento potente. Dez minutos depois, Naomie Ndjoah Eto ampliou a vantagem, após finalizar um cruzamento de Bernadette Nyadjou. Já nos descontos da primeira parte, aos 45+3 minutos, Ngah Manga voltou a marcar, garantindo o terceiro golo das camaronesas e praticamente definindo o resultado final.
Na segunda parte, os Camarões limitaram-se a gerir a vantagem, mantendo uma organização defensiva sólida e impedindo qualquer reação do Malawi, que disputava a sua primeira final da história do CAN Feminino. Com este triunfo, os Camarões conquistaram pela primeira vez o título africano feminino, depois de terem perdido três finais anteriores, em 2004, 2014 e 2016.
A campanha das novas campeãs africanas foi marcada pela superação. Depois de garantirem a passagem aos quartos-de-final como uma das melhores terceiras classificadas da fase de grupos, a equipa orientada por V. Nguele mostrou grande capacidade de recuperação até chegar ao título. Além do troféu coletivo, as Camaronesas receberam também distinções individuais, com Michaely Bihina eleita melhor guarda-redes do torneio e Monique Ngock considerada a “Jogadora do Torneio”.
A Argélia terminou a competição no terceiro lugar, após vencer Marrocos na disputa pela medalha de bronze, por 3-2 nas grandes penalidades, depois de um empate 1-1 no tempo regulamentar. A seleção argelina recebeu ainda o prémio Fair Play. A edição de 2026 ficará igualmente marcada pela participação inédita de Cabo Verde, que disputou pela primeira vez uma fase final do CAN Feminino. As “Tubarões Azuis” encerraram a competição com um empate histórico frente aos Camarões (1-1), conquistando o primeiro ponto de sempre numa fase final da prova continental. O resultado teve um significado especial, já que foi precisamente diante das futuras campeãs africanas que Cabo Verde alcançou esse feito.
No encontro da terceira jornada do Grupo D, os Camarões marcaram primeiro aos 28 minutos, por intermédio de Mendoua, mas Cabo Verde respondeu na segunda parte e chegou ao empate aos 50 minutos, através de Vá Moreira, que assinou um dos momentos mais importantes da história do futebol feminino cabo-verdiano.
Apesar da eliminação na fase de grupos, a estreia cabo-verdiana ficou marcada por vários feitos inéditos: Evy Pereira marcou o primeiro golo de Cabo Verde numa fase final do CAN Feminino, enquanto Vá Moreira garantiu o primeiro ponto da seleção na competição. Os Camarões terminaram o Grupo D na liderança, com sete pontos, seguidos pelo Gana, com quatro pontos, enquanto Cabo Verde fechou a classificação com um ponto, mas com uma participação histórica que abriu um novo capítulo para o futebol feminino nacional.