“Filhos da Cratera”: documentário retrata vida em Chã das Caldeiras
O documentário “Filhos da Cratera”, do realizador e fotógrafo português Vasco Prazeres, vai ser exibido no sábado, 10 de outubro, às 19h00, no Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV), em Lisboa. Rodado em Chã das Caldeiras, na ilha do Fogo, o filme acompanha o quotidiano das comunidades que vivem no interior de uma região vulcânica ativa, marcada pela presença do Pico do Fogo e pelas sucessivas erupções que moldaram a história do território.
Ao longo do documentário, seis habitantes partilham experiências e memórias ligadas ao lugar onde vivem, entre perdas, processos de reconstrução e a necessidade de conviver diariamente com a possibilidade de uma nova erupção. Mais do que retratar a ameaça vulcânica, “Filhos da Cratera” procura explorar a relação entre as pessoas e o território, abordando temas como resiliência, pertença, identidade e memória.
As histórias individuais cruzam-se com a história coletiva de comunidades que, apesar dos riscos, mantém uma ligação profunda à terra onde nasceu e construiu a sua vida. O filme acompanha, assim, uma realidade em que a natureza e a vida comunitária estão permanentemente interligadas, mostrando como a presença do vulcão influencia não apenas o quotidiano, mas também a identidade de quem habita a Chã das Caldeiras.
Um olhar sobre território e identidade
Nascido em Lisboa, em 1999, Vasco Prazeres é realizador e fotógrafo, com um percurso dedicado ao audiovisual e à representação de comunidades e territórios através da imagem. O mar, a relação das pessoas com os lugares que habitam e as histórias marcadas pela identidade, memória e relação com a natureza são temas recorrentes no seu trabalho.
Realizado em 2025, “Filhos da Cratera” resulta do seu olhar sobre a Chã das Caldeiras e sobre seis dos seus habitantes, utilizando as suas experiências para refletir sobre a permanência, a perda e a reconstrução num território moldado pela atividade vulcânica.
A sessão de 10 de outubro terá lugar no CCCV, na Rua de São Bento, 640, em Lisboa, e contará com entrada livre.